quinta-feira, 18 de junho de 2009

As 3 primeiras estrofes do 1º Canto dos "Lusíadas"


As armas e os barões assinalados,

Que da ocidental praia lusitana,

Por mares nunca dantes navegados,

Passaram ainda além da Taprobana,

E em perigos e guerras esforçados

Mais do que prometia a força humana,

E entre remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram;


E também as memórias gloriosas

Daqueles reis que foram dilatando

A Fé, o Império, e as terras viciosas

De África e de Ásia andaram devastando;

E aqueles que por obras valerosas

Se vão da lei da Morte libertando

-Cantando espalharei por toda a parte,

Se a tanto me ajudar o engenho e arte.


Cessem do sábio grego e do troiano

As navegações grandes que fizeram;

Cale-se de Alexandre e de Trajano

Afama das vitórias que tiveram,

Que eu canto o peito ilustre lusitano,

A quem Neptuno e Marte obedeceram;

Cesse tudo o que a Musa antiga canta,

Que outro valor mais alto se alevanta.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Xadrez








É branca a gata
gatinha
É branca como a farinha.




É preto o gato gatão
É preto como o carvão.




E os filhos, gatos gatinhos,
São todos aos quadradinhos.




Os quadradinhos branquinhos
fazem lembrar mãe gatinha
que é branca como a farinha.




Os quadradinhos pretinhos
fazem lembrar pai gatão
que é preto como o carvão...




Se é branca a gata gatinha
e é preto o gato gatão,
como é que são os gatinhos?
-Os gatinhos eles são,
são todos aos quadradinhos.

sábado, 30 de maio de 2009

Poema de - Eugénio de Andrade

Vejam que janota
o lagarto vem !
Parece um ministro .
Irá a Belém ?
Vem do costureiro ?
Vem de trabalhar ?
Que pergunta tola :
vem só de almoçar .
E que bem comeu
o nosso janota !
Quem seria o parvo
que pagou a conta ?

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Joelho Juvenal

Era uma vez um joelho que se chamava Juvenal.

E o pobre coitado tinha um problema: andava sempre esfolado. Também, quem é que o mandou ser joelho de um menino tão endiabrado?Ele só queria aprender a falar como o menino, para então poder dizer-lhe assim:

-Menino, tem dó de mim!

Mas logo que as feridas acabavam de sarar, o Juvenal voltava a correr e a saltar.

E então ele dobrava e desdobrava outra vez, muito alegre pois sabia que, indo e vindo, fazia o seu menino feliz.

O Juvenal costumava ter conversas com o pé (pois o joelho e o pé também se falam, não é?):

-Tem cuidado, companheiro, olha bem para o caminho. Pode aparecer uma pedra, vê lá, tem cuidadinho! Se tu tropeças já sabes o que vai acontecer: sou eu, o joelho, quem acaba por sofrer.

Mas de nada adiantava! O pé sempre tropeçava e o Juvenal lá ia outra vez para a enfermaria!

O Juvenal era muito religioso, mas tinha em pequeno problema com a Semana Santa, nas Férias da Páscoa. Imaginem o Juvenal e o estado em que ele ficava depois das Férias da Páscoa quando a Semana Santa acabava! Tendo muito que rezar, o pobre Juvenal, coitado, ficava todo esfolado de tanto se ajoelhar.

Mesmo assim, o Juvenal gostava muito da vida, do vento a soprar-lhe na cara quando o menino corria, tão feliz pelo mundo fora.

E o Juvenal adorava quando a água lhe batia. Pelo mar dentro avançava e a avançar ele ia até onde não havia pé. Como o pé e a canela também o Juvenal pensava:

-É um desatino ser mergulhador submarino.

Um dia, ficou tudo escuro. Que teria acontecido? E o Juvenal viu que o menino, afinal, tinha crescido. e agora, em vez de shorts, de calções ou calças curtas, usava calças compridas.

Por isso, hoje, o Juvenal tem um pedido a fazer aos fabricantes de roupa:

-Que tal criar um modelo de calças, mesmo à medida, que tenha dois buraquinhos para eu poder ver a vida!?

OLÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Olá!!!!!!!!!!!!!
Nós somos a Rita e a Raquel.
Esperamos que gostem do nosso blog.
BENVINDOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!